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14.5.08

Olhos do pai ou da mãe?



A presença de um gato num jardim zoológico é pouco comum. No entanto, este animal não é um gato qualquer. É uma gato de olho ímpar e é o centro das atenções no Zoo de Ghamadan, em Amã, na Jordânia.

Gato de olho ímpar é um gato que tem um olho azul e outro amarelo, verde ou laranja. Este fenómeno deve-se ao problema genético de heterocromia (alteração no gene EYCL3 no cromossomo 15, que indica a quantidade de melanina que o olho deve possuir, muito gera a cor castanha, pouca gera a cor azul, e também no gene EYCL1, que indica a quantidade de pigmentos de gordura, que diz se o olho é azul ou verde). Ocorre geralmente em gatos brancos, porém pode-se encontrar (raramente) em gatos de outras cores.


text in Wikipédia
photo in Reuters by Ali Jarekji

13.5.08

Gatos Manx


Não, não é uma daquelas imagens para jogar às diferenças! É um gato Manx!

Muitas histórias tentam explicar a origem do Manx. Uma delas é a que este gato perdeu a cauda quando Noé fechou as portas da Arca às pressas.
Outra versão mais credível diz que esta raça chegou à Ilha de Man, na Inglaterra, há 300 anos atrás, através de mercadores que vinham do Extremo Oriente, e que o isolamento da ilha permitiu que a ausência da cauda se mantivesse até os dias de hoje.

Registos encontrados na ilha dizem que o Manx é uma mutação de gatos domésticos, outros dizem que pode ter origem no Inglês de Pelo Curto, mas não se sabe até que ponto os gatos locais ou os felinos oriundos dos navios podem estar na origem da raça, já que muitos navios aportavam naquela ilha. Há quem fale em cruzamento dos gatos com coelhos!

Desde que o gene dominante da falta de cauda esteja presente, as crias portadoras do gene podem ter uma cauda completa (longies), uma cauda curta, residual (rumpy riser), ou não ter cauda (rumpies). Segundo especialistas, é possível que em uma única ninhada encontremos todos estes tipos de cauda. Para efeitos de competição, apenas os gatos rumpy riser ou os rumpies podem competir, sendo todos os outros tipos de cauda enquadrados nas outras categorias.


text in
Arca de Noé

3.2.08

Porque é que os gatos ronronam?


Surgiu o tema no meio de uma conversa e aqui fica a explicação:

Os cientistas não sabem ao certo em que parte do corpo se origina o ronrom, ou como o corpo emite fisiologicamente o som. Como explicar que o ronrom possa ser tão indefinível? O que se sabe - e é amplamente aceite – é que o som do ronronar é produzido pela rápida separação de duas cordas vocais.Os gatos ronronam a uma taxa de 26 ciclos por segundo, o que explica por que o ronrom se assemelha ao chiado de um motor. Os felinos são os únicos animais que ronronam.

Os gatos ronronam quando:

- querem mostrar o seu contentamento;

- querem chamar a atenção;

- se aproxima de outro gato com o qual quer brincar, sem desavenças;

- está doente ou se sente indefeso;

- entram em trabalho de parto, no caso das fêmeas;

- quando a mãe se aproxima dos filhotes e estes ronronam-lhe de volta para indicar que estão a receber o leite.

A fotografia de hoje é da minha autoria e, para quem não conhece, este é o meu gato, o Romeu.

text in Imprensa Livre

18.12.07

No escuro... nem todos os gatos são pardos!











A ciência está sempre a superar-se a si mesma. A clonagem de animais já se realiza há vários anos. Quem não se lembra da Dolly, o primeiro mamífero a ser clonado com sucesso em 1996?

Tendo sido gerada a partir de células mamárias de uma ovelha adulta com cerca de seis anos, esta ovelha teve uma vida perfeitamente normal e deu à luz dois filhotes. Em 2002 foi anunciado que Dolly sofria de um tipo de artrite degenerativa, o que foi interpretado por alguns sectores como sinal de envelhecimento. Dolly foi abatida em Fevereiro de 2003 para evitar a sua morte dolorosa por uma infecção pulmonar incurável. O seu corpo empalhado está exposto no Royal Museum of Scotland, em Edinburgo - Escócia.

Voltando às fotografias de hoje... Um grupo de cientistas sul-coeranos, da Universidade Nacional de Gyeongsang, foram mais além e conseguiram, nada mais nada menos do que gatos fluorescentes! Isso mesmo... gatos que brilham no escuro! Este resultado foi obtido modificando um gene que altera a cor dos animais. Os investigadores consideram que a técnica que desenvolveram vai poder salvar animais em sério risco de extinção. Esperemos que assim seja...


photo by Lusa/EPA